sexta-feira, junho 29, 2007


Hoje eu tenho asas nos pés
só me apetece dançar
há tentas caras bonitas
tantas mãos a acenar
eu sou um balão colorido e mágico
- bom dia!

Ontem já passou
amanhã pode ser bom
mas hoje é o melhor dia que há
nem preciso de fé
eu felizmente não preciso de nada
- bom dia!

Hoje eu sou um homem contente
ao serviço do amor
sou o próprio sonho
e desconheço a dor
eu sou o vagabundo mais feliz que existe
- bom dia!

Hoje eu sou o mais forte dos deuses
mais cretino que a morte
estou por cima da queda
mais seguro que a sorte
eu sou o universo inteiro a sorrir
- bom dia!

Jorge Palma - Bom dia


Alguém disse que a vida é o que fazemos do tempo que nos é permitido para a viver (talvez um hobbit ou um qq vampiro, dos mundos fantásticos que me habituei a ler). Muitas vezes me lamuriei por aqui, sendo injusto comigo e com as pessoas que me apoiam, apoiaram e que estiveram comigo. O balanço é positivo... mesmo muito positivo. Tive e tenho a sorte de puder dizer que fui amado... mesmo muito. É com tristeza que digo que nem sempre correspondi como as pessoas mereciam.

Posso dizer que mesmo não atingindo todos os objectivos que me propus, sorrio ao pensar nas amigas e amigos que fiz. Posso dizer que tive e tenho mais sorte que muitos. Mas talvez seja mais fácil ser amado do que amar.
Em resposta a um comment que me foi deixado há pouco tempo, diria que o nosso tempo de criança traz-nos experiências que não devem ser revividas mas que nos dão experiência para continuarmos a ter esse espirito, que não deve ser esquecido mas alimentado.

segunda-feira, junho 25, 2007

Atrasos postáveis...


No bairro do amor a vida é um carrossel
Onde há sempre lugar para mais alguém
O bairro do amor foi feito a lápis de cor
Por gente que sofreu por não ter ninguém
Jorge Palma - Bairro do Amor

Espero que possam perdoar a prolongada ausência, durante a qual tanto ficou por dizer ou referir.
Posso dizer que assisti a um concerto de piano, no mais improvável dos lugares: uma farmácia. Entre calicida e preservativos, uns copos de de vodka e um gin tónico manhoso, um efiminado declamador tentou acompanhar a pianista com uma sonoridade que fazia lembrar a "Amélie". Tudo isto junto às ruínas do Conde Barão.
Riam-se mas o promenor seguinte tem o seu quê de piada ou loucura: esqueci-me das férias que tinha marcadas para o inicio deste mês.
Mais assuntos a recuperar, na noite de 12 para 13 tivemos o desfile de condidatos à presidência da CML, à qual foi dada tanta importância que da tradição ninguem deu conta. Além disso, um aeroporto internacional e estacionamentos têm mais importância que que o bem estar dos Lisboetas e os fatos pirosos do desfile de bairros da capital.
A Maddie tá morta: informem a PJ... quanto à localização do corpo: quero lá saber!
A RTP esqueceu-se do serviço público que devia prestar e deixou de nos bafejar o fds com as cores e emotividade da F1... racismo puro, pela primeira vez temos um preto a conduzir em GPs além de que está no comando do campeonato. Acuso a RTP de estar filiada no PNR.
BTT, pouco se vê e só no canal 2... será que falaram das 24H de Monsanto ou do Transportugal em BTT de Bragança a Sagres? Atravessar a ponte e levar uma bike para casa isso sim é mediático...
Muita resmunguice e pouco sumo... tou velho!
Publicar postagem



sexta-feira, junho 01, 2007

Dia da Criança...


Pode ser falta de imaginação mas acho que todos os meus problemas se resumem ao facto de me esquecer constantemente que existe uma criança dentro de mim (para as mentes menos limpas, estou a falar do espírito mais simples de olhar o mundo), apreciando a vida como se a olhasse pela primeira vez.

Alguns dir-me-ão que talvez seja demasiado criança, para saber olhar a vida como um adulto... talvez aí esteja a tristeza de ser adulto: esquecer a importância de sentir tudo, de conhecer tudo e de viver tudo... de viver no limite, de saber correr riscos, de nos magoarmos e levantarmo-nos prontos para a queda seguinte. Atirava-me outra vez do primeiro andar e revivia toda a dolorosa experiência, partia-me novamente contra uma árvore num qq singletrack de BTT... A vida nada vale sem isso. Talvez baixe outras couraças se reaprender a viver como uma criança...


É preciso uma criança para despertar esses momentos de felicidade em nós, adultos de olhar baço pela desilusão. Uns olhos claros, vivos e brilhantes ainda não marcados pelas desilusões que marcam a vida dos adultos... Cheios com as ilusões das novas experiências, que são vividas com plena intensidade, sem esperar pelo amanhã.
Preciso despertar essa criança... se calhar somos muitos a precisar.

sexta-feira, maio 25, 2007

Cansado... ou muito cansado?...

... ou talvez apenas desiludido... talvez sinta apenas o peso da solidão, como um Buendía... os anos passam e os projectos que tinha para a minha vida fizeram-se em pó... fosse por que os projectos nem sequer eram os meus e tive perguiça de me deixar sonhar, fosse por que a pressão de prosseguir com os objectivos dos outros me deixou sem forças e capacidade de prosseguir com a vida e me deixo vogar nela como um barco à deriva à procura da liberdade e dos sonhos a que me neguei.
Sei que não tive força para ser eu... sei que nunca construí nada sózinho... sei que dei mais do que me deram até desistir... sei que as palavras magoam mais do que os gestos e que estas podem magoar alguém.
Não estou só triste, apenas só! Perdi a minha alma à tempo de mais e quiz enganar a vida a negar isso mas o peso do corpo sem a alma para o carregar é imenso. Apenas peço a alguém que é muito especial que não se deixe cair nos maus exemplos que são a minha vida...
A via da felicidade é a mais dificil... as dores que nos traz não compensam... o alcóol não te cauteriza os sentimentos apenas os torna mais dolorosos...
Talvez tivesse sido mais correcto seguir o rebanho... tu ainda estás a tempo. Não vivas a tua vida, não tenhas liberdade... segue os passos que a sociedade te dita como normais, no meio disso talvez encontres momentos de paixão, alguma felicidade... nunca o amor romântico que os 2 últimos séculos e a cultura americana tanto exacerbaram.

sexta-feira, maio 18, 2007

O Portuga...


O Portuga é, como sabemos, o "baptismo" com que os brasileiros brindaram os portugueses que para lá emigraram para lhes ensinar como se trabalha... em seguida e já no Séc XXI, torna-se um diminutivo carinhoso para designar os nossos selecionados de futebol.

Muito se tem escrito sobre o dito mas venho agora informá-los de que a net já dispõe da mais completa enciclopédia sobre o Portuga. Mais do que informações escritas esta página dispõe de algumas animações excelentes... Com muita paciência passem as páginas em O Portuga de A a Z

segunda-feira, maio 14, 2007

Os homens são todos iguais!

"O avô cavernoso
Instituiu a chuva
(...)
Vinte mil léguas de virgens vieram
Inutéis e despidas"

Zeca Afonso

Este FDS houve festa do Jazz no São Luís... muito bom, para ouvir música e encontrar amigos. A música e o ambiente fizeram que a minha mente viajasse noutras direcções... A FHM e a Maxmen vieram ajudar a arrumar ideias.
As mulheres consideram (na generalidade) que os homens são todos iguais! Mas devemos ter qqc diferente senão elas ñ escolhiam tanto... Que mecanismos funcionam nas leis da atracção?
A parte física é óbvia mas talvez tenha maior importância para os homens que para as mulheres. Fala-se muito da química... mas será que esta química não será mais do que as hormonas aos saltos?
As hormonas dos homens saltam (e bem alto!!!) com um rabo com um formato de coração, umas pernas compridas e umas mamas bem definidas. Já as mulheres precisam de um pouco mais do que uma apreciação física para as fazer saltar. Corrijam-me se estiver errado, mas para além de todos os lugares comuns, que fazem com as mulheres fujam de um homem, o que mais atrai num homem é o humor. Se soubermos provocar uma gargalhada, é melhor que um “six pack” bem definido. A mulher precisa ser acarinhada e seduzida, e isso não acontece através de objectos ou prendas, mas com rodeios em que demonstramos as nossas qualidades ou as que sabemos que as mulheres querem que tenhamos.
No entanto é na primeira abordagem que os homens são enxovalhados ou levados ao céu... Tenho dois segredos para confiar às leitoras: Brad Pit’s há poucos e cavalheiros que não pensem em “jump inside your pants” são gays. As roupas e o desmazelo de barba e cabelo contam demais... ainda que a maioria das mulheres nem sequer o admita. Se conseguirmos aldrabar na primeira fase podemos ter a oportunidade de fazer-vos rir... e quiçá surpreender.

Se estou errado corrijam-me... se vos apetecer apedrejem-me...

sexta-feira, maio 04, 2007

FDSemana de repouso e sem chaparro...


Alentejo... aquele que ainda há-de ser nosso e que nos prende em cada esquina, em cada golo de vinho, em cada paisagem até um horizonte longínquo, em cada gulosa garfada.

Talvez sejamos nós que nos deixamos conquistar.

Voltei a Évora ao fim de muitos anos para passar um FDS e tal como da primeira vez esqueci-me do rolo na
máquina, felizmente hoje em dia já vêem com cartões de memória, pelo que pude registar a minha passagem por lá. O dia estava bom, as migas de espargos e o vinho n' O Garfo também.

A sabedoria popular alentejana, espalhada pelas paredes da cidade, retratam ainda o humor alentejano como uma religião ou forma de estar na vida.

Como budistas, que não são, mantêm um espírito pacato no meio de uma enorme necessidade de se exprimirem, com as suas "bárbaras" amplitudes térmicas. Um verão escaldante e um inverno gelado, fazem de Évora uma cidade especial.

O passeio de domingo, teve Estremoz como palco. Terra lindíssima, com habitantes pouco alentejanos, arrogantes e mal encarados que nem no posto de turismo se mostram capazes de um sorriso mas sim "devias ter fechado a porta" logo após a entrada de cliente... É mau!

No entanto conseguimos manter o sorriso alarve e salivar à procura de restaurantes com nomes tão típicos como "A Patanisca" ou "Pichanegra", por ruas com nomes igualmente caricatos.

A comida era excelente mas mantive-me na cerveja... uma variante.

Vila Viçosa foi a paragem seguinte, consegui ficar aflito da pata partida.

Jantei num restaurante junto a Montemor o Novo, com esperança (que é verde) de o Sporting conseguir enganar o árbitro durante 90 mins. Fica a próxima...

sexta-feira, abril 27, 2007


Bom FDS... eu vou descançar a "cabeçorra" para o alentejo, se possível debaixo duma "azenhêra"...

quinta-feira, abril 26, 2007

25 de Abril... sempre?


Será que ainda sabemos o significado do 25 de Abril? Para os meus pais e a sua geração foi o dia da Liberdade... para nós nada significa, ao ponto de termos deixado que se torna-se mais um dia comercializável, como o natal, o dia de S. Valentim ou o Haloween...
Fiquei chocado (mesmo chocado!) por me pedirem um euro por um cravo... depois queriam negociar para três cravos pelo mesmo preço. Ficamos com os símbolos manchados. Os símbolos só têm força enquanto os entendermos. Perdemos o norte? Para nós é fácil falarmos em liberdade sem termos conhecido a prisão... é o legado da geração dos nossos pais, mas será que nos transmitiram o seu significado?
O saudosismo dos anos de liberdade confunde-se já com o saudosismo dos novos fascistas. Por um lado gritam-se palavras de ordem contra o governo que a maioria escolheu. Por outro há um regresso de conceitos nacionalistas e xenófobos. A força de um ditador é já pedida para aplacar os males e as diferenças sociais.
Até quando vamos permitir que os nossos representantes nada façam enquanto nos invadem os espaços publicos com ideias e conceitos xenófobos? Até nos entrarem em casa? Somos um país de mestiços... O nosso fundador era filho de um francês e de uma moura...? Não me falem em pureza da raça... Orgulhemo-nos de todos os portugueses judeus, muçulmanos, hindús, brancos e pretos, que trouxeram alguma projecção a este país que cai novamente na ausência de valores...

segunda-feira, abril 23, 2007

Novas oportunidades...


Realmente vivemos num país estranho: por um lado, temos milhares de empregados com baixas qualificações mas a quem oferecemos gratuitamente uma certificação das suas competências, por outro lado temos milhares de desempregados ou empregados licenciados, muitos deles que pagaram durante 5 anos as suas qualificações, muitas vezes acima das funções que realizam, recebendo como não licenciados.
De forma alguma estou contra a validação e certificação de competências baseada na experiência no mundo do trabalho. Mas o mesmo governo que investe milhões em dar competências em quem não as tem, esquece o papel que tem na reestruturação da economia e na criação de emprego.
Medidas que funcionam, raras vezes são usadas pelos diferentes governos deste república de bananas, perdão de Eng.os, que com todo o respeito gastaram anos a preparem-se para o mundo do trabalho e talvez esteja a receber como operários (ou se tiveram sorte, talvez recebam com 1º ministro).
As politicas salariais também acompanham esta certificação das competências. As medidas são boas mas precisam de ser enquadradas na rede desta sociedade. Não me compete, mas posso deixar algumass sugestões a quem nunca me irá ler: o investimento da economia portuguesa através da redução do IVA e IRS, poderá trazer resultados ao nível da redução da inflação, do nível de vida de todos, o que poderá também trazer uma melhoria dos niveis de produtividade dos trabalhadores. Mas isto são apenas palavras de alguém com os defeitos de formação na área de sociologia e não de economia... palavras de um treinador de bancada.
Uma boa semana a todos.

sexta-feira, abril 20, 2007

FDSemana com Sol...

Quando pintou o quadro acima o Sr. Munch, nunca imaginou que os motivos pelos quais ele se tornaria tão conhecido seriam tantos. Desde roubos em que os ladrões agradecem a segurança, a máscaras de filmes, associada a artigos sobre a "ansiedade" de revistas as referências ao "Skrik", são inúmeras. Até em dois episódios dos Simpsons ele foi parar, satirizando os roubos.

Só um apontamento para vos desejar um bom FDS... aproveitem o sol de domingo...


quinta-feira, abril 19, 2007

Para ti...

Maria... umas nascem, outras crescem, amam, choram, riem... dão alegrias e tristezas, saudades... e cá estamos para as lembrar... As Marias das nossas vidas... Se és Maria clica no link...

segunda-feira, abril 16, 2007

Bom Nome...

The Namesake - Mira Nair (2006)

Fugindo um pouco ao tema que serviu de mote aos meus últimos posts, venho sugerir que aproveitem a noite de hoje para irem ao cinema, e assistam ao regresso da realizadora indiana, Mira Nair, às salas portuguesas.

Além de uma história belíssima, mostra-nos os contrastes culturais de uma família emigrada nos USA, a sua adaptação (diferente no que respeita às gerações) e a importância que os nomes têm. Mesmo com origens diferentes talvez seja engraçado saberemos porque razão os nomes que temos nos foram dados.

O filme chama-se em português “O Bom Nome”. E vou continuar a fazer sugestões culturais sempre que a oportunidade surgir...

sexta-feira, abril 13, 2007

Diferenças... entre iguais...


O mau feitio só pode ser genético... e o meu é de certeza (até o meu gato já o adoptou como forma de vida).

Há coisas que saltam de uma geração para outra e como comecei há uns posts atrás a falar das diferenças de gerações, apetece-me continuar a usufruir deste mau feitio que me é característico, continuando a divagar.

Apesar de feitios iguais, valores semelhantes as experiências de vida tornam-nos diferentes. Os diferentes percursos de integração social, levam-nos a ter diferentes objectivos na vida e a ver a vida e os outros de formas diferentes.

Não tenho por objectivo ser igual aos meus pais... apenas vou construindo (com muitas asneiras!... calhando) a minha vida com cacos que consigo colar como um Picasso, que ele se esqueceu de pintar.

Procuro apenas viver o dia-a-dia sem estabelecer objectivos a longo prazo, sem me prender ao passado e ao futuro. Sendo eu, com as minhas loucuras, frustrações e o meu gato...

Além disso... Bom FDS para todos, com estima e amizade, por todos os que perdem tempo a ler um chorão deste calibre...

quinta-feira, abril 12, 2007

momento musical do dia

Nem sempre os sons que saiem do rádio no local de trabalho são os mais agradáveis mas o de hoje fez-me regressar no tempo, e com uma certa nostalgia, aos 80... com uma banda da qual só aprendi a gostar vários anos mais tarde... acontece...

Boys Don't Cry - liga o som e clica no link anterior - (The Cure)

I would say I'm sorry if I thought that it would change your mind

But I know that this time I have said too much, been to unkind

I try to laugh about it, cover it all up with lies

I try to laugh about it, hiding the tears in my eyes

'cos boys don't cry

Boys don't cry

I would break down at your feet and beg forgiveness, plead with you

But I know that it's too late and now there's nothing left that I can do

So I try to laugh about it, cover it all up with lies

I try to laugh about it, hiding the tears in my eyes

I would tell you that I loved you if I thought that you would stay

But I know that it's no use that you've already gone away

Misjudged your limit, pushed you too far

Took you for granted, I thought that you needed me more

Now I would do most anything to get you back to my side

But I just keep on laughing, hiding the tears in my eyes

'cos boys don't cry

Boys don't cry

Boys don't cry

Amizade...

"A amizade começa quando, estando juntas, duas pessoas podem permanecer em silêncio sem se sentir constrangidas." (Tyson Gentry)... lamento não saber nada sobre este autor... nem sequer a wikipedia me ajudou...

Em parte, pegando em qqc do post de ontem, em especial nos valor que damos à amizade, gostava de referir que muito se escreve sobre este tema... ainda que me pareça que o ser humano muito pouco ou nada sabe sobre a amizade. Tentamos criar conceitos que se reduzem à nossa experiência de vida e aprendemos a viver com as desilusões que os amigos nos trazem.

Existe uma infinidade de conceitos para definir a amizade mas poucas são as palavras que abarcam algo tão abstracto. Conceitos bonitos, de grande sensibilidade ou “castelos-nas-nuvens”? A amizade tal como o amor deve ser alimentada, pelo respeito e pelos gestos de carinho e de estima. Basta apenas uma palavra de compreensão para alimentar a amizade e o amor... pequenos gestos que se tornam tão grandes na sua importância. Saber ouvir pode ser o gesto... saber ouvir, é dar importância a quem a tem... e esses são os amigos...

Às vezes precisamos aprender a ouvir sem julgar...


quarta-feira, abril 11, 2007

um abraço para quando faz falta...

"Não pode ser seu amigo quem exige seu silêncio ou atrapalha seu crescimento." (Alice Walker)

O relacionamento entre pais e filhos é algo constante nas nossas vidas e sempre com altos e baixos. A juntar a isto temos uma tendência cultural e muito europeia, para não dizer apenas “tuga”, para sermos o centro do nosso mundo e sentirmos que os actos dos outros nos são dirigidos...

Assim nem sempre é possível vivermos em harmonia entre diferentes gerações, em especial quanto o respeito é algo que apenas tem uma direcção... em concreto de filhos para pais. Isto acontece fundamentalmente porque as pessoas apesar de uma grande proximidade familiar não se conhecem e não consideram sequer importante conhecer o outro.

As relações que temos com amigos além de mais soltas e onde o respeito permite uma proximidade relativa, tem apenas o defeito de durar até acabar. Entre pais e filhos, é pior que o casamento, porque é mesmo até que a morte nos separe.

Isto não significa que o amor não existe, apenas que as pessoas vivem as suas vidas de formas que não são obrigatoriamente iguais mesmo que os valores que as conduzem sejam. O mundo é diferente... no último século, o mundo tem mudado tão rapidamente que a nossa adaptação às novas realidades depende da geração em que nascemos e da vontade de nos adaptarmos.

O mundo ocidental precisa que as pessoas vivam mais depressa, com uma maior disposição para aprender depressa o novo mundo que nos rodeia... as relações são diferentes da geração que nos antecedeu, que cresceu sob as criticas conservadoras de uma realidade fascista.

O que pode ser o fiel da balança nas relações? O amor e a tolerância... Pensem nisto... ou não?!

Um abraço aos amigos e à família... a todos os que sinto falta quando não estão...

segunda-feira, abril 09, 2007

300... momentos culturais

«Ou quem, com quatro mil Lacedemónios,
O passo de Termópilas defende [...]
» Luis Vaz de Camões - Lusiadas - último canto, estância 21

300... um dos grandes filmes do ano (e ainda não chegamos a meio) baseado numa BD de Frank Miller sobre a Batalha de Termophilae. Uma história de coragem que chega aos nossos dias com um grafismo de BD, perfeito para as mulheres "lavarem os olhos" (tenho pena de informar que se forem só pelo Santoro, são capazes de sairem desiludidas) e para qualquer homem que aprecie histórias com muito sangue, ficar vidrado e sem folego do principio ao fim do filme.

Depois da calma vem a tormenta...


Pois é! A pedido de alguns leitores e na sequência do último post que tem já quase 2 semanas (facto que de que sou totalmente isento de responsabilidades... e cujo dedo aponto ao blogger), venho dar continuidade à indignação que está presente numa "minoria" de portugueses que se podem dar ao luxo de expremir as opiniões contrárias ao país fascisoíde e reacionário no qual viemos a descobrir em que vivemos, coloco a imagem acima.

Quero referir ainda que na sequência do último post (já com 2 semanas...) recebi comentários por messenger em total desacordo com a minha opinião. Comentários esses (permite-me lembra-te) só são possiveis pelo facto de vivermos nesta democracia corrupta em que vivemos. Podias tê-los colocado no blog... sou suficiente democrático para colocar todos os comentários e não apenas as palmadinhas nas costas que me são dadas por quem concorda com as minhas opiniões livres... O Salazar podia ter muitas qualidades, mas deu-nos um país em que poucos podiam pensar mas apenas de acordo com o que uma elite pensava... não havia liberdade... uma falsa sensação de segurança, na qual as diferenças socio-economicas eram grandes mas não tão grandes como se vieram a tornar (concordo)... eu não vivi nessa época senão podia ter apanhado com uma carga policial, por ler Marx, ter um poster do Che ou ouvir um disco do Zeca... se interrogado por pensar e dizer que não concordava com as políticas económicas e educacionais de um país que não era um paraíso (apenas o poster dele...).

A vida não é a preto e branco... existem ainda várias câmbiantes de cinzentos... se fores mais atrevido(a) poderás seguir outro caminho e descobrir que existem azuis, vermelhos, verdes, amarelos...

Vou tentar recuperar o tempo perdido e postar mais regularmente...

Um abraço num país de em que posso gritar bem alto "ISTO É TUDO UMA MERDA..."

P.S. Foi-me enviado um comentário com um link que se refere ao cartaz do PNR, que julgo ser importante para quem tiver interesse.

sexta-feira, março 30, 2007

O fascismo voltou?


Não chegavam um bando de saudosistas das falsas moralidades e falsos bons costumes, do belo fascismo de 2ª, que caracterizou a forma de viver durante três época, terem expressado a sua opinião num concurso, que além de comentadores sem credibilidade, ficeva muito aquém da qualidade com que os portugueses merecem ser tratados, votarem no ilustrissimo Dr. Oliveira Salazar como "o mais importante de todos os portugueses", como na mesma semana surge um cartaz de um partido de tendências xenófobas, apelando à expulsão de todos os imigrantes.

Pensei em deixar passar a pobreza de espirito de todos quanto votaram no senhor Dr. Salazar (que teve as suas qualidades, sendo uma referência entre os portugueses da sua época) mas já parece preocupante que se queiram atirar os males que ocorrem neste país para imigrantes legais que contribuem para a riqueza deste país garantindo em muito casos, que muitos pobres de espirito possam receber a sua pensão no fim do mês.


Preocupante que neste pequenino país pensemos ser superiores a alguém com uma história mais rica e antiga que a mais antiga nação da europa...


O mundo tem sofrido mais mudanças nos últimos 20 anos do que conseguimos recordar, o comunismo morreu e o Fidel também já foi (só que ainda não sabe!), as torres gémeas a desfazerem mostraram ao mundo que os USA não são nem omnipotentes, nem intocáveis... um mundo novo em que um irão e uma coreia do norte desafiam o poder de uma superpotência que já não consegue reunir os aliados que ainda há 6 anos estavam desejosos de partir numa cruzada contra os islão. Uma superpotência que contribui para o aumento do efeito de estufa e que vai precisar de novos aliados para chegar a uma solução.


O mundo mudou e não só os portugueses não aprenderam nada como querem recuar 33 anos no tempo... para um mundo que já não existe. Os portugueses eram e são uma nação de emigrantes espalhados pelo mundo. Se esses deslocados que temos nos 4 continentes regressassem e substituissem os imigrantes que por cá trabalham, será as condições económicas e sociais iriam melhorar? A produtividade dos portugueses que tão apreciada se diz ser por esse mundo fora iria melhorar a nossa qualidade de vida? Será que iamos receber os emigrantes portugueses nos USA, no Canadá, na Venezula que fazem a sua vida na marginalidade, com esta alegria Nacionalista?

A mim os imigrantes não me chateiam... muitos estão cá trabalham e contribuem para a Segurança Social que não vai reverter para eles, mas para nós que continuamos a explorar a mão de obra imigrantes, como os alemães, os franceses, os espanhois, os suiços fazem...

As migrações só existem porque o local onde vivem as populações que se deslocam não produzia para garantir a subsistência. Assim era Portugal na época "paradísiaca" do fascismo... assim é hoje... A segurança que todos se queixam está relacionada com a economia e não os imigrantes. Economia essa que ficou de rastos com a "guerra do orgulho nacional" onde morreram tantos portugueses de ambos os lados. Este é o país que ainda estamos a tentar levantar...

É o país que temos... mas será que posso fazer alguma coisa para o mudar?