quinta-feira, abril 16, 2009


Aqui há uns tempos escrevia com gosto e leveza uns posts para este blog. Depois desmotivei, senti-me vazio por dentro sem nada para choramingar ou picar ou remexer,.. sem temas, sem prazer.
E isto andou para aqui parado e sem alma. "Now and then" leio algures uma frase adequada aos meus estados de espírito, constantemente melancólicos, por algo que não sei o que é, e que me faz pensar em recuperar este muro de lamentações.
Mas não foi por isso que hoje me sentei em frente do teclado a escrever. Nem sei o porquê. Apenas me sentei e deixei o texto correr.
Durante este último ano em que estive parado muito se passou comigo sem no entanto ter deixado de ser o mesmo. Problemas de saúde de familiares próximos fizeram-me pensar em mim sem no entanto me darem a força necessária para agir. Estou presente e sinto-me impotente. Estou triste e abatido e não posso mostrar. Apenas escrever neste meu diário sem ter como partilhar tudo o que por cá dentro corre e corroí.
Não tenho a grande capacidade de partilhar o que sinto... escrevo para aqui umas coisas mas nada digo, nada mostro, nada partilho.
Porquê? Simplesmente porque partilhar e mostrar sentimentos é magoar-mo-nos. Uma vez mais.

quinta-feira, janeiro 10, 2008

untitled


"I tell ya a guy gets too lonely and he gets sick"
Of Mice and Men
John Steinbeck

quinta-feira, dezembro 20, 2007

Bom Natal

Que o Natal seja mais um momento em que as pessoas acreditem que vale a pena viver um Ano Novo! Bom Natal!!

De regresso... ou não!


Comecei a ler, à uns dias atrás, O Traficante de Armas do House MD (aconselho vivamente!) e páginas tantas, encontro a seguinte passagem/parágrafo/opinião/resposta que passo a transcrever, para que o meu racíocinio posterior possa ser acompanhado. "- Porque o sexo traz mais infelicidade que prazer. Porque os homens e as mulheres são coisas diferentes, e um deles acaba sempre por se decepcionar. Porque não me convidam muitas vezes e eu odeio convidar. Porque não sou muito bom. Porque estou acostumado a estar sozinho. Porque não consigo pensar em mais nenhuma razão." passo a esclarecer que isto é a resposta à costumeira perguntas "Andas com alguém?". A primeira resposta óbvia nem sequer aparece transcrita e seria "Sim, ando com os pés" mas vou limitar-me a dissertar sobre a(s) resposta(s) nas quais me revejo...
Relativamente às diferenças entre homens e mulheres, a principal está nas expectativas. O homem espera sexo e a mulher espera uma relação. A mulher tem expectativas. O homem vive. São conceitos bastante diferentes. Não tenho grandes ambições mas cada vez mais sinto o que caminho para ser feliz passar por estar sozinho. Além disso já estou habituado. O gato não me manda apanhar a roupa suja, lavar a loiça... só pede para lhe mudar a areia.
Já perdi a prática de convidar alguém para jantar, beber um copo, um café, passear. Assim vivo na expectativa (nada ansiosa...) de ser convidado.
Ou 'tou velho ou cansei-me de tentar ser bom nalguma coisa... não vale a pena. São os outros que avaliam as nossas qualidades e eu já não tenho publico. Nem quero.
Os custos do sexo são sempre muito altos. Em especial no campo emocional. E emoções também já não tenho... e estou muito bem assim. Aconselho!

quinta-feira, agosto 30, 2007

Um dia bonito

Ainda era noite quando acordei. A friagem da manhã convidava-me a ficar na cama junto de Anton. Mas como acontece sempre, levantei-me para arranjar-lhe qualquer coisa para comer antes de ir para o campo. Vesti o mesmo vestido de ontem porque hoje não há missa. Olhei para o céu enquanto me vestia e senti que ia estar um dia bonito, sem nuvens que o estragassem.

Enquanto descia para a cozinha relembrando as tarefas do dia, ouvia Carmen a levantar-se. Ia ser mais um dia em que as palavras que trocássemos não seriam mais do que o “bom dia”, “a janta está na mesa”, “vai levantar a tua filha”. Lavei duas malgas, onde iríamos demolhar o pão seco no leitinho fresco tirado da vaca “se esta preguiçosa se despachar” – pensei.

Tinha 25 anos e estava casada à 8. Já não é uma miúda e devia saber cuidar da família. Só quer estar para ali a bordar... ainda se o fizesse bem e vendesse para fora, não teria de ser eu a tomar conta de tudo. Lá vem ela com o leite e os ovos. Vai queixar-se outra vez que o galo a picou.

Anton e o genro entram na cozinha.

- Bom dia, minha mãe – diz-me Manolo. Continuo sem perceber como este bonito e esperto rapaz se casou com a preguiçosa da minha filha.

- Bom dia, menino. Então, é hoje que a égua vai parir?

- Parece. Hoje vai ser um bom dia – diz, olhando para fora.

- Sim – responde Anton, que apesar das poucas palavras e das advertências muito gosta do genro.

Quanto saíram, beijei ambos sob o olhar preguiçoso de Carmem, que depressa repetiu o gesto. Penso, com alivio, que ainda bem que Manolo acabou a tropa antes de começarem a lutar, se não poderia estar a chorar dois filhos.

Já o Sol subia no céu quando disse à miúda para levantar a filha. Eu tinha de ir comprar pão. Com traquinice a miúda tentou trepar-me pelas pernas, pedindo “beijo, vó, beijo”. Nada de mal acontece num dia bonito.

Pelo caminho para a padaria, ouvia noticias da guerra e pensava no meu Alfonso que Deus tinha. Morrera em Madrid, quase há um ano quando os militares fizeram o golpe. Lá, longe da Biscaia, longe de Guernica, onde a guerra nunca vai chegar.

2000/02/16

quarta-feira, agosto 29, 2007

Miolo...


Saí de casa pela fresca para apanhar o autocarro. As pessoas vão-se agrupando na paragem, disciplinada e desordenadamente. O enorme monstro vem aos saltos sobre os paralelepípedos negros, a bufar e a uivar. As pessoas vão-se aproximando da glória de serem os primeiros a entrar no ventre malcheiroso do monstro. Qual Caronte, o barqueiro do inferno de Dante, o motorista olha-nos com olhos de fogo, tentando descortinar as irregularidades na documentação que lhe apresentamos.

Os únicos lugares são de pé, onde nos entrechocamos, com os saltos do leviatã que se desloca com rapidez, ansioso por engolir, até mais não poder, os seus passageiros. No seu ventre, uma algaraviada de sons pretende servir de comunicação, não mais sendo que berros lançados de uns passageiros a outros que tentam captar a informação assimbólica. As vidas dos outros, as novelas, os jogos, os concursos são bons motivos para não acordarmos. Os metros até à paragem seguinte são engolidos tão depressa como os passageiros que nela entram.

Com entrada do fiscal, a malta, com um receio enraizado da autoridade, parece encolher-se na sua pequenez. A palavra “pica” percorre o imenso veículo. E o bom português na sua já longa tradição de fuga à autoridade, permite o alerta ao incauto transgressor.

Finalmente saio, com a respiração apressada, após um combate quase titânico com os que ficam. O monstro lá continua a sua viagem com asfixiante bufar, na busca de necessitadas vitimas do transporte.

Ainda não cheguei ao fim da minha viagem e já entro na gigantesca serpente que percorre as fundações da cidade. Nem aqui os passageiros se tornam mais disciplinados. Agridem, empurram, desafiando-se com impunidade. O grande prémio é um assento, que ocupamos durante 5 penosos e cansativos minutos, sob um ar condicionado avariado. A velocidade imposta pelo verme é tal que precisamos das nossas forças para manter um precário equilíbrio.

Na saída, nova batalha se desenrola em busca da luz do dia.

Cá fora separo-me dos outros e só, percorro os passos que me levam ao cansativo dia que vou ter pela frente.

22/02/2000

sábado, agosto 25, 2007

Só mais uma noite...


O cheiro fazia lembrar o interior do motor de um autocarro. A música lembrava uma serração. O ambiente, um autentico circo. Apesar de estar apenas a assistir, também eu fazia parte do espectáculo. Um urso grandalhão, de camisa às riscas azuis e amarelas, foi arrastado por entre raios laser multicoloridos por uma mulher feita de borracha. Iniciaram, então, algures entre outros pares semelhantes, um estranho ritual de pré-acasalamento, pulando, ondulando, agitando os braços sobre as cabeças, num ritmo que pouco ou nada estava relacionado com as marteladas por trás da serra eléctrica. As mãos e o corpo exploravam o corpo do companheira, com as suas enormes patas estreitava-a com força. Perdi o interesse nestes. Não iria ver nada de novo ou diferente.

O meu olhar vagueou confusamente pelo resto do local, inconsciente da minha presença. De repente já não estava só. Uma enorme boca, com uma fileira de dentes perfeitos sorria a curta de distância, tentando formar sons audíveis no meio da construção do barco (tenho a certeza que era um barco que construíam, porque começava a ficar enjoado). Aproximei-me um pouco mais em duas ou três cabeçadas. Perguntou se podia beber o que eu estava a beber. Que não, que o copo era meu, mas se quisesse que pedisse um igual. Agora sorriram os olhos (maliciosamente?!), e perguntou, aproximando-se muito, se eu estava bem. O meu sorriso espraiou-se num mar de rum, e disse-lhe que sim. Começava agora a reparar nela: era uma mulher! Tinha um pequeno top branco de onde espreitavam uns mamilos curiosos. Já as calças terminavam com umas penas castanhas, o que me fez pensar “que raio de pássaro é esta?” Ela acompanhou o meu movimento de apreciação, com um gole do meu copo, que entretanto fugira em busca de umas mãos mais agradáveis. Não era o meu tipo de mulher.

Agradou-me no entanto não estar só. A conversa fluiu por imbecilidades que pouco ou nada tinham de importante, como: “como te chamas?” ou “o que é que fazes?”. Mas por aí se quebrou gelo e até o motor estava a cheirar melhor, e já eu estava a lamber o rum acumulado na garganta dela.

Perguntou-me se queria ir para outro sítio e eu concordei. Queria mostrar-lhe as coisas em que sou bom. Naquele momento já ela era o que havia de mais importante. Tinha uma cabeça inchada pelo alcool e outra pelo desejo. Vestiu um blusão com o peito de pomba que lhe faltava a ela e saímos como duas folhas ao vento, tropeçando até ao meu velho carro, que tantas noites me levara a casa.

Liguei o rádio de onde fugiu a leve melodia da Úrsula, “Fica com as tuas recordações que eu fico com as minhas” ou a apologia do cornudo. O carro, esse ciumento, embirrou que não pegava. Em arrastadas palavras expliquei-lhe que ele era o verdadeiro amor da minha vida. Por fim, no meio de negros soluços de rancor, lá se dignou a ronronar como um leão esfomeado.

Avançámos ao longo da Alam. 31 de Fevereiro , com fogo nas calças pois as mãos delas paravam tanto como as minhas que mal acariciavam o volante. Ela indicando, com a boca cheia, esquerda, direita... E eu acelerava. Todo eu acelerava. E o carro chateou-se de vez, deixando de nos guiar, com um súbito grito LEVA O TU! atirou-se para fora da estrada, saltando por cima de dois carros e espetando-se na montra de um stand de automóveis. Talvez tenha visto a berlina da sua vida.

Dou por mim com o volante retorcido, coberto de vidros e com algo que se assemelha a uma mulher no capot do carro. Parece ter uma massa de sangue no lugar da cabeça. A minha mão não pára de abanar, num ângulo algo estranho. O vómito nas calças e no tablier deve ser meu. A boca sabe-me a vómito. Apetece-me dormir.

sexta-feira, julho 20, 2007

terça-feira, julho 17, 2007

Amigalhaço do piaçaba...


Antes de começar a dissertar gostava que me explicassem como deve ser designada tão fantástica invenção. Nos dicionários não existe; piaçaba é uma palmeira (poderá ser uma associação de imagens?)... Indistintamente, o português utiliza a expressão piaçaba, piássá, piassabe, piassaba... Mulheres que nos obrigam a usar tão estranha invenção, esclareçam-me.

Ponto 2: Dissertação sobre o dito...

Temos um novo presidente da Câmara em Lisboa, com funções do dito pincel (limpar o que uns fizeram e outros cultivaram). Meninas, mandem um livro de instruções para que alguém na CML o saiba usar, que isto tudo já cheira mal. Tinha de sair uma piada infâme sobre o novo executivo da CML.

Ponto 3: Regresso às bases!

Gostava de explicar às Sras. que os homens sabem usá-lo, no entanto na sua liberdade, adquirida há já muitos séculos, optam por não lhe dar uso. Não por falta de higiene (pela parte que me toca desde cedo fui ensinado a usar o pincel!), mas por conforto. Para quê dobrar-me pegar no pincel, esfregar (é assim que se usa?)? quando a água devia fazer isso... o defeito está nos autoclismos e nesta obrigação de poupar água.

Ponto 4: Gramática ou português?

Às Mulheres (todas elas com “eme grande”): esclareçam-nos por favor da designação, na nossa língua mátria, que pretendem dar ao pincel de limpeza de sanitas. Não que isso venha a melhorar a nossa utilização do respectivo mas aumenta a cultura geral...

quinta-feira, julho 12, 2007

Portugueses...


Cansado deste Portugal que também é meu. País de malta ordinária, mentirosa e muito mal educada. Todos os dias, no meio do trânsito, apanhamos com a falta de respeito e de valores que os portugueses carregam em si. Não há qualquer respeito por regras de espécie alguma. Andamos na bela da anarquia, sozinhos na estrada, achando que a razão está sempre do nosso lado. As leis são uma bandalheira, as autoridades pior (mal pagas, esquivam-se sempre que podem às suas responsabilidades.

Gostava de perceber o que os europeus que cá passam nas férias não vêem neste País quando o pior está à vista de todos. Eu contrário do que possa parecer gosto demais deste País, consigo ver o bom e também o mau.

Mas cada vez mais, o sacana domina. Ao "O mundo é dos espertos!" (Fried Green Tomatoes - Mulheres do Sul em Português) a resposta é só uma "
O mundo é dos ricos!" (do mesmo filme...) e assim quem tem valores que passaram estupidamente de geração, é amordaçado, feito de parvo, enquanto o poder se mantém em equilíbrio entre os sacanas espertos e os sacanas ricos.

E se fazemos um esforço para mudar isto... estamos a ir contra os estúpidos princípios pelos quais moldamos a nossa personalidade e construimos os caminhos da nossa vida.

Está na hora de ensinarmos às gerações vindouras o seguinte: esqueçam a natureza e pisem todos os que puderem, o caminho é por cima desses, roubem o máximo que puderem ao vizinho do lado antes que seja ele a fazê-lo.

Se calhar fui brando mas disse...

P.S. A figura acima é só para me meter com o glorioso "rosinha"...

terça-feira, julho 10, 2007

Saudade...


Epístola para Dédalo

Porque deste a teu filho asas de plumagem e cera
se o sol todo-poderoso no alto as desfaria?
Não me ouviu, de tão longe, porém pensei que disse:
todos os filhos são Ícaros que vão morrer no mar.
Depois regressam, pródigos, ao amor entre o sangue
dos que eram e dos que são agora, filhos dos filhos.

Fiama Hasse Pais Brandão, in Epístolas e Memorandos, 1996

Todos os dias encontramos pessoas especiais na nossa vida, nem sempre temos a mesma capacidade para ver isso, mas sentimo-lo com toda a força quando essas pessoas se vão. Muitas vezes essa partida é de grande sofrimento, quer para a pessoa quer para os que a rodeiam. Mesmo à distância senti essa dor, acompanhei o processo de degradação fisica e mental da mãe de uma grande amiga. A saudade que a D. Diná deixa na familia e nos amigos, estava presente no sorriso, alegria de viver e na força com que vivia a vida.
Um beijo grande cheio de saudade e (sem ser religioso) que no sitio onde está agora, não haja sofrimento.

sexta-feira, julho 06, 2007



Bichotó "South Park"

quinta-feira, julho 05, 2007

Balanços...



Com tantos blogs a "emperrarem" talvez tenha, também, chegado a altura de fazer um balanço.

Passamos a vida a fazer balanços, normalmente quando finda uma fase, normalmente pelas piores razões, chegamos, normalmente, às piores conclusões. É normal a nossa tendência para o equilíbrio, ou para o desiquilíbrio. Que raio disse eu?

Apesar de desejarmos os extremos bons, quando fazemos o balanço estamos no mau extremo. Tendência curiosa, é o facto de termos assumido em todas as culturas que o equilíbrio é o ponto em que devemos estar, contrariando o nosso desejo de estar no cúmulo da felicidade por oposição à infelicidade. Raio de coisa: ou todos os filósofos, gurus, profetas não dizem senão asneiras ou somos nós como seres "ó-manos" que nunca estamos satisfeitos com o que temos. Queremos mais e mais e mais. Não ficamos satisfeitos com a "italiana", nem com a "cheia" nem com a "normal". Queremos sempre o leite ou o cheirinho.

Não nos satisfazemos com uma paisagem espetacular sem criticarmos o sítio em que nos sentamos... terra, formigas, pedras...

Voltando ao balanço do blog (que com inspirações e desinspirações já cá anda há uns mesitos) direi que ando na média... Uns posts maus, outros fraquitos, outros apalhaçados, alguns engraçados. Em todos me expus: sentimentos e opiniões. Em todos fui eu. O meu objectivo era inicialmente contos e só postei um... acabei por me perder em depressões, comentários sócio-económicos mas cá ando ainda com esperança de manter alguns leitores.

Nunca pretendi fazer disto um diário e ainda bem porque não saberia o que escrever.

Vou continuando por cá com maior ou menor assiduidade, esperando postar os contos que tanto gosto de escrever mas para os quais ando algo desinspirado.

sexta-feira, junho 29, 2007


Hoje eu tenho asas nos pés
só me apetece dançar
há tentas caras bonitas
tantas mãos a acenar
eu sou um balão colorido e mágico
- bom dia!

Ontem já passou
amanhã pode ser bom
mas hoje é o melhor dia que há
nem preciso de fé
eu felizmente não preciso de nada
- bom dia!

Hoje eu sou um homem contente
ao serviço do amor
sou o próprio sonho
e desconheço a dor
eu sou o vagabundo mais feliz que existe
- bom dia!

Hoje eu sou o mais forte dos deuses
mais cretino que a morte
estou por cima da queda
mais seguro que a sorte
eu sou o universo inteiro a sorrir
- bom dia!

Jorge Palma - Bom dia


Alguém disse que a vida é o que fazemos do tempo que nos é permitido para a viver (talvez um hobbit ou um qq vampiro, dos mundos fantásticos que me habituei a ler). Muitas vezes me lamuriei por aqui, sendo injusto comigo e com as pessoas que me apoiam, apoiaram e que estiveram comigo. O balanço é positivo... mesmo muito positivo. Tive e tenho a sorte de puder dizer que fui amado... mesmo muito. É com tristeza que digo que nem sempre correspondi como as pessoas mereciam.

Posso dizer que mesmo não atingindo todos os objectivos que me propus, sorrio ao pensar nas amigas e amigos que fiz. Posso dizer que tive e tenho mais sorte que muitos. Mas talvez seja mais fácil ser amado do que amar.
Em resposta a um comment que me foi deixado há pouco tempo, diria que o nosso tempo de criança traz-nos experiências que não devem ser revividas mas que nos dão experiência para continuarmos a ter esse espirito, que não deve ser esquecido mas alimentado.

segunda-feira, junho 25, 2007

Atrasos postáveis...


No bairro do amor a vida é um carrossel
Onde há sempre lugar para mais alguém
O bairro do amor foi feito a lápis de cor
Por gente que sofreu por não ter ninguém
Jorge Palma - Bairro do Amor

Espero que possam perdoar a prolongada ausência, durante a qual tanto ficou por dizer ou referir.
Posso dizer que assisti a um concerto de piano, no mais improvável dos lugares: uma farmácia. Entre calicida e preservativos, uns copos de de vodka e um gin tónico manhoso, um efiminado declamador tentou acompanhar a pianista com uma sonoridade que fazia lembrar a "Amélie". Tudo isto junto às ruínas do Conde Barão.
Riam-se mas o promenor seguinte tem o seu quê de piada ou loucura: esqueci-me das férias que tinha marcadas para o inicio deste mês.
Mais assuntos a recuperar, na noite de 12 para 13 tivemos o desfile de condidatos à presidência da CML, à qual foi dada tanta importância que da tradição ninguem deu conta. Além disso, um aeroporto internacional e estacionamentos têm mais importância que que o bem estar dos Lisboetas e os fatos pirosos do desfile de bairros da capital.
A Maddie tá morta: informem a PJ... quanto à localização do corpo: quero lá saber!
A RTP esqueceu-se do serviço público que devia prestar e deixou de nos bafejar o fds com as cores e emotividade da F1... racismo puro, pela primeira vez temos um preto a conduzir em GPs além de que está no comando do campeonato. Acuso a RTP de estar filiada no PNR.
BTT, pouco se vê e só no canal 2... será que falaram das 24H de Monsanto ou do Transportugal em BTT de Bragança a Sagres? Atravessar a ponte e levar uma bike para casa isso sim é mediático...
Muita resmunguice e pouco sumo... tou velho!
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sexta-feira, junho 01, 2007

Dia da Criança...


Pode ser falta de imaginação mas acho que todos os meus problemas se resumem ao facto de me esquecer constantemente que existe uma criança dentro de mim (para as mentes menos limpas, estou a falar do espírito mais simples de olhar o mundo), apreciando a vida como se a olhasse pela primeira vez.

Alguns dir-me-ão que talvez seja demasiado criança, para saber olhar a vida como um adulto... talvez aí esteja a tristeza de ser adulto: esquecer a importância de sentir tudo, de conhecer tudo e de viver tudo... de viver no limite, de saber correr riscos, de nos magoarmos e levantarmo-nos prontos para a queda seguinte. Atirava-me outra vez do primeiro andar e revivia toda a dolorosa experiência, partia-me novamente contra uma árvore num qq singletrack de BTT... A vida nada vale sem isso. Talvez baixe outras couraças se reaprender a viver como uma criança...


É preciso uma criança para despertar esses momentos de felicidade em nós, adultos de olhar baço pela desilusão. Uns olhos claros, vivos e brilhantes ainda não marcados pelas desilusões que marcam a vida dos adultos... Cheios com as ilusões das novas experiências, que são vividas com plena intensidade, sem esperar pelo amanhã.
Preciso despertar essa criança... se calhar somos muitos a precisar.

sexta-feira, maio 25, 2007

Cansado... ou muito cansado?...

... ou talvez apenas desiludido... talvez sinta apenas o peso da solidão, como um Buendía... os anos passam e os projectos que tinha para a minha vida fizeram-se em pó... fosse por que os projectos nem sequer eram os meus e tive perguiça de me deixar sonhar, fosse por que a pressão de prosseguir com os objectivos dos outros me deixou sem forças e capacidade de prosseguir com a vida e me deixo vogar nela como um barco à deriva à procura da liberdade e dos sonhos a que me neguei.
Sei que não tive força para ser eu... sei que nunca construí nada sózinho... sei que dei mais do que me deram até desistir... sei que as palavras magoam mais do que os gestos e que estas podem magoar alguém.
Não estou só triste, apenas só! Perdi a minha alma à tempo de mais e quiz enganar a vida a negar isso mas o peso do corpo sem a alma para o carregar é imenso. Apenas peço a alguém que é muito especial que não se deixe cair nos maus exemplos que são a minha vida...
A via da felicidade é a mais dificil... as dores que nos traz não compensam... o alcóol não te cauteriza os sentimentos apenas os torna mais dolorosos...
Talvez tivesse sido mais correcto seguir o rebanho... tu ainda estás a tempo. Não vivas a tua vida, não tenhas liberdade... segue os passos que a sociedade te dita como normais, no meio disso talvez encontres momentos de paixão, alguma felicidade... nunca o amor romântico que os 2 últimos séculos e a cultura americana tanto exacerbaram.

sexta-feira, maio 18, 2007

O Portuga...


O Portuga é, como sabemos, o "baptismo" com que os brasileiros brindaram os portugueses que para lá emigraram para lhes ensinar como se trabalha... em seguida e já no Séc XXI, torna-se um diminutivo carinhoso para designar os nossos selecionados de futebol.

Muito se tem escrito sobre o dito mas venho agora informá-los de que a net já dispõe da mais completa enciclopédia sobre o Portuga. Mais do que informações escritas esta página dispõe de algumas animações excelentes... Com muita paciência passem as páginas em O Portuga de A a Z

segunda-feira, maio 14, 2007

Os homens são todos iguais!

"O avô cavernoso
Instituiu a chuva
(...)
Vinte mil léguas de virgens vieram
Inutéis e despidas"

Zeca Afonso

Este FDS houve festa do Jazz no São Luís... muito bom, para ouvir música e encontrar amigos. A música e o ambiente fizeram que a minha mente viajasse noutras direcções... A FHM e a Maxmen vieram ajudar a arrumar ideias.
As mulheres consideram (na generalidade) que os homens são todos iguais! Mas devemos ter qqc diferente senão elas ñ escolhiam tanto... Que mecanismos funcionam nas leis da atracção?
A parte física é óbvia mas talvez tenha maior importância para os homens que para as mulheres. Fala-se muito da química... mas será que esta química não será mais do que as hormonas aos saltos?
As hormonas dos homens saltam (e bem alto!!!) com um rabo com um formato de coração, umas pernas compridas e umas mamas bem definidas. Já as mulheres precisam de um pouco mais do que uma apreciação física para as fazer saltar. Corrijam-me se estiver errado, mas para além de todos os lugares comuns, que fazem com as mulheres fujam de um homem, o que mais atrai num homem é o humor. Se soubermos provocar uma gargalhada, é melhor que um “six pack” bem definido. A mulher precisa ser acarinhada e seduzida, e isso não acontece através de objectos ou prendas, mas com rodeios em que demonstramos as nossas qualidades ou as que sabemos que as mulheres querem que tenhamos.
No entanto é na primeira abordagem que os homens são enxovalhados ou levados ao céu... Tenho dois segredos para confiar às leitoras: Brad Pit’s há poucos e cavalheiros que não pensem em “jump inside your pants” são gays. As roupas e o desmazelo de barba e cabelo contam demais... ainda que a maioria das mulheres nem sequer o admita. Se conseguirmos aldrabar na primeira fase podemos ter a oportunidade de fazer-vos rir... e quiçá surpreender.

Se estou errado corrijam-me... se vos apetecer apedrejem-me...

sexta-feira, maio 04, 2007

FDSemana de repouso e sem chaparro...


Alentejo... aquele que ainda há-de ser nosso e que nos prende em cada esquina, em cada golo de vinho, em cada paisagem até um horizonte longínquo, em cada gulosa garfada.

Talvez sejamos nós que nos deixamos conquistar.

Voltei a Évora ao fim de muitos anos para passar um FDS e tal como da primeira vez esqueci-me do rolo na
máquina, felizmente hoje em dia já vêem com cartões de memória, pelo que pude registar a minha passagem por lá. O dia estava bom, as migas de espargos e o vinho n' O Garfo também.

A sabedoria popular alentejana, espalhada pelas paredes da cidade, retratam ainda o humor alentejano como uma religião ou forma de estar na vida.

Como budistas, que não são, mantêm um espírito pacato no meio de uma enorme necessidade de se exprimirem, com as suas "bárbaras" amplitudes térmicas. Um verão escaldante e um inverno gelado, fazem de Évora uma cidade especial.

O passeio de domingo, teve Estremoz como palco. Terra lindíssima, com habitantes pouco alentejanos, arrogantes e mal encarados que nem no posto de turismo se mostram capazes de um sorriso mas sim "devias ter fechado a porta" logo após a entrada de cliente... É mau!

No entanto conseguimos manter o sorriso alarve e salivar à procura de restaurantes com nomes tão típicos como "A Patanisca" ou "Pichanegra", por ruas com nomes igualmente caricatos.

A comida era excelente mas mantive-me na cerveja... uma variante.

Vila Viçosa foi a paragem seguinte, consegui ficar aflito da pata partida.

Jantei num restaurante junto a Montemor o Novo, com esperança (que é verde) de o Sporting conseguir enganar o árbitro durante 90 mins. Fica a próxima...